A disciplina de educação
física é adorada por muitos e odiada por outros. A pesagem, a escolha de
equipas pode ser um temor para quem não tem tanta apetência física. Mas,
segundo os especialistas ouvidos pelo 24notícias, é importante olhar
para a evolução do aluno e ter cuidado na forma como as aulas são lecionadas.
À medida que começa um novo
ano letivo, regressam também as aulas de educação física. Teste da milha, o “vai
e vem” e jogos de várias modalidades fazem parte da experiência escolar de
muitos alunos. Mas, para além do desempenho físico, estas aulas podem ter
consequências na forma como os jovens se veem a si próprios e se relacionam com
os outros. Para a psicóloga Francisca Ferreira, do Núcleo Casa no Porto,
“o primeiro grande impacto que pode ter é na construção da autoestima”,
explica.
“O sucesso do movimento e a
superação de alguns desafios também mais práticos podem gerar um sentimento de
eficácia”, diz a psicóloga, e acrescenta que esse sentimento pode ser
transportado “até para outras disciplinas”. Mas o efeito também pode ser o contrário:
“Nas experiências de humilhação, na exposição negativa ao fracasso, não ter
jeito para jogar determinada modalidade […] às vezes criamos aversão à própria
atividade física”, alerta Francisca Ferreira.
E os estimados leitores o que pensam sobre o assunto?

