segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Hoje fala-se de Educação Física

 Educação Física: amada por uns e odiada por outros. O que fazer para tornar o desporto numa disciplina que ensina a pertencer e não a ser rejeitado?

A disciplina de educação física é adorada por muitos e odiada por outros. A pesagem, a escolha de equipas pode ser um temor para quem não tem tanta apetência física. Mas, segundo os especialistas ouvidos pelo 24notícias, é importante olhar para a evolução do aluno e ter cuidado na forma como as aulas são lecionadas.

À medida que começa um novo ano letivo, regressam também as aulas de educação física. Teste da milha, o “vai e vem” e jogos de várias modalidades fazem parte da experiência escolar de muitos alunos. Mas, para além do desempenho físico, estas aulas podem ter consequências na forma como os jovens se veem a si próprios e se relacionam com os outros. Para a psicóloga Francisca Ferreira, do Núcleo Casa no Porto, “o primeiro grande impacto que pode ter é na construção da autoestima”, explica.

“O sucesso do movimento e a superação de alguns desafios também mais práticos podem gerar um sentimento de eficácia”, diz a psicóloga, e acrescenta que esse sentimento pode ser transportado “até para outras disciplinas”. Mas o efeito também pode ser o contrário: “Nas experiências de humilhação, na exposição negativa ao fracasso, não ter jeito para jogar determinada modalidade […] às vezes criamos aversão à própria atividade física”, alerta Francisca Ferreira.

E os estimados leitores o que pensam sobre o assunto?

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Ainda o 11 de Setembro

 Mamdani divulga documentos escondidos durante décadas sobre “impacto das toxinas no ar”.

"Morreram mais pessoas por doenças relacionadas com o 11 de Setembro do que no próprio dia", afirmou o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani. Mais de 170 mil páginas de documentos sobre a resposta de Nova Iorque aos ataques de 11 de Setembro foram tornadas públicas, incluindo registos que permaneceram inacessíveis durante décadas. Os arquivos poderão esclarecer o que as autoridades sabiam sobre os riscos das toxinas no ar e quando tiveram conhecimento das consequências para a saúde.

A Câmara de Nova Iorque divulgou esta terça-feira mais de 170 mil páginas de documentos relacionados com os ataques de 11 de Setembro, incluindo registos que, durante anos, foram procurados por sobreviventes, socorristas e familiares das vítimas e que poderão ajudar a esclarecer o que as autoridades sabiam sobre os riscos para a saúde provocados pelas toxinas libertadas após o colapso do World Trade Center.

O novo portal público reúne documentos sobre a qualidade do ar, problemas de saúde e a resposta da cidade aos ataques. Entre os arquivos estão o chamado Harding Memo, documentos relacionados com o World Trade Center 7 e as “68 caixas” de registos que só foram localizadas em 2025, apesar de vários pedidos de acesso ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação de Nova Iorque (FOIL).

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Desculpem qualquer coisinha ...

O chamado "estudo de merda"

 Um estudo coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e pelo ex-deputado Sérgio Sousa Pinto concluiu que a baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa. É como dizer que o sol nasce todos os dias ou que chove no inverno, entre outras evidências.

Sobre o "pantomineiro do pin" já tudo foi dito e escrito: desde não saber que era obrigatório descontar para a Segurança Social até aos fundos comunitários na Tecnoforma, a meias com o doutor Relvas.

Já sobre Sousa Pinto, diz a AI Mode que "não tem um percurso profissional construído no setor empresarial privado, tendo dedicado praticamente toda a sua carreira à atividade política, parlamentar e ao comentário político na comunicação social".

Estamos bem entregues, portanto.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A cidade mais feliz

Segundo o recém-divulgado Happy Index 2026 (Índice de Cidades Felizes), a urbe do Centro-Sul do País mais bem classificada neste ranking não é a capital, embora fique a dois passos da cidade das ‘Sete Colinas’. Mais especificamente, referimo-nos a Odivelas, que surge em 114.º lugar, à frente de Almada (124.º lugar) e de Lisboa (159.º lugar).

Em que consiste o Happy City Index?

O Happy City Index é organizado e promovido pelo Institute for Quality of Life (Instituto para a Qualidade de Vida), sediado no Reino Unido (Londres) e com presença em França (Paris). Anualmente, este amplo estudo global visa identificar cidades que combinem boa governação, sustentabilidade, resiliência e qualidade de vida.

Neste sentido, todas as cidades mencionadas no ranking – 251 – foram avaliadas mediante mais de 64 indicadores (por 466 investigadores), distribuídos pelas seguintes categorias principais:

Cidadãos

Governação

Ambiente

Economia

Saúde

Sustentabilidade.

O Happy City Index 2026 é liderado pela Copenhaga (Dinamarca), sendo que não há nenhuma cidade portuguesa no top 10. De facto, a primeira menção a Portugal aparece apenas na 69ª posição, a qual pertence à Maia. Mas, para além da cidade nortenha, há outras presenças nacionais na lista, nomeadamente:

Matosinhos, 111ª posição

Odivelas, 114ª posição

Almada, 124ª posição

Lisboa, 159ª posição

Braga, 166ª posição

Gondomar, 199ª posição

Funchal, 225ª posição.

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E os estimados leitores, têm alguma coisa a dizer? Força nisso!

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

É preciso lembrar ...

 

Lembrar é um imperativo. Lembrar Salvador Allende e o seu legado, mas também quem o derrubou, Augusto Pinochet. Passaram 53 anos desde o golpe militar que abalou o Chile, em 1973. Nesse 11 de Setembro, o presidente democraticamente eleito, Allende, foi assassinado em pleno palácio presidencial, na sequência de intensos bombardeamentos que envolveram tanques e aviões das forças armadas. Era o fim de um governo de esquerda que tinha tornado o Chile numa esperança para a América Latina e para o mundo, porque ali era a arraia miúda que protagonizava a História e a justiça e a dignidade formavam um património que era de todos. Era o início do domínio sangrento do general líder das forças armadas, aríete manobrado pela oligarquia chilena, detentora da propriedade e dos privilégios, e pela cínica garra dos serviços secretos norte-americanos. 

Neste aniversário do golpe militar de 1973, no Chile, recordam-se as dezenas de milhar de vítimas da ditadura de Pinochet, os que desapareceram, os que foram assassinados, presos, perseguidos e torturados, vítimas de um trauma coletivo que gerou um tsunami de dor e atingiu familiares e entes queridos. O ditador morreu em 2006, sem nunca ter sido condenado pela justiça chilena. Entretanto, há 5 anos, esta deu como provado o desvio de 17 milhões de dólares do erário público para contas da família Pinochet no estrangeiro.

Não há garantias de que a História não se repita. O ex-presidente chileno, Gabriel Boric, um jovem de 37 anos, assumidamente de esquerda, envidou esforços para que todas as forças políticas do país assinassem uma declaração conjunta afirmando que nunca, em hipótese alguma, se poderia voltar a justificar o recurso a um golpe militar. Os partidos mais à direita recusaram-se a assinar a declaração, tal como continuam a recusar-se a condenar o golpe militar de Pinochet. 

Nos nossos dias, recordar estes eventos é contribuir para a construção de uma memória coletiva que deve ser transmitida às novas gerações, se queremos formar cidadãos com pensamento crítico, com consciência da História, que valorizem a conquista dos direitos sociais e das liberdades democráticas, que respeitem a diversidade e o pluralismo, que sejam agentes da mudança, e não meros espectadores da mudança.

sábado, 12 de setembro de 2026